Brasil atinge 107ª posição no Índice de Corrupção global

Índice de Corrupção

Desempenho alarmante no Índice de Corrupção

O Brasil registrou em 2025 um desempenho preocupante no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), elaborado pela Transparência Internacional. Novos dados revelam que o país manteve a 107ª classificação entre 182 países, uma repetição da segunda pior nota da sua série histórica. Com apenas 35 pontos em uma escala variando de 0 a 100, o resultado deste ano demonstra uma estagnação em comparação ao ano anterior, quando o Brasil havia alcançado 34 pontos.

Essa classificação continua a colocar o Brasil abaixo da média global de 42 pontos, refletindo um ambiente ainda permeado por fragilidades institucionais e casos recorrentes de corrupção em larga escala. As instituições responsáveis pela governança do país encaram um desafio crescente para combater a percepção negativa que predomina entre os cidadãos e a comunidade internacional.

Comparações internacionais e contexto histórico

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De acordo com o relatório da Transparência Internacional, o desempenho brasileiro no Índice de Corrupção é similar ao de nações como Sri Lanka, que também obteve 35 pontos, enquanto países como Argentina, Belize e Ucrânia se destacaram com 36 pontos. Na parte superior do ranking, a Dinamarca lidera com 89 pontos, seguida pela Finlândia (88) e Cingapura (84). Em contrapartida, Somália e Sudão do Sul permanecem nas últimas colocações, ambos com 9 pontos.

Esses dados não apenas revelam a situação atual do Brasil, mas também a urgência em reverter a tendência de corrupção e falta de transparência, que têm invasivamente afetado a credibilidade das instituições brasileiras diante de uma comunidade global cada vez mais atenta e crítica.

Implicações dos resultados do Índice de Corrupção

O IPC é um dos principais indicadores de corrupção no mundo e é construído a partir de uma análise baseada em até 13 fontes independentes. Este método reúne a percepção de especialistas, pesquisadores e executivos sobre práticas corruptas no setor público, além de mecanismos de prevenção. Assim, a nota obtida pelo Brasil revela a necessidade de um fortalecimento institucional que ajude a erradicar práticas corruptas e melhore a confiança nas instituições públicas.

Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional no Brasil, enfatizou que, apesar de avanços significativos na responsabilização de atos de corrupção, o país também se viu envolto em escândalos sem precedentes e episódios de impunidade que chocaram a opinião pública nacional e internacional.

Desafios e recomendações para enfrentar a corrupção

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A Transparência Internacional publicou também um relatório complementar destacando a intensa infiltração do crime organizado nas estruturas do Estado brasileiro e a corrupção em setores estratégicos, como o sistema financeiro e a advocacia. O relatório reafirma a necessidade de agir rapidamente para corrigir esses problemas por meio de uma agenda robusta de combate à corrupção.

  • Fortalecer a integridade nas nomeações para altos cargos e aumentar a transparência em agências reguladoras;
  • Investigar com rigor os indícios de corrupção relacionados à distribuição de emendas parlamentares;
  • Estabelecer critérios técnicos para a renegociação de acordos de leniência, assegurando sanções adequadas;

Além disso, o Congresso Nacional é instado a criar uma CPMI para investigar o caso do Banco Master e obter informações sobre os sigilos decretados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, reforçando o papel das instituições na luta contra a corrupção.

A importância da resposta governamental

A Controladoria-Geral da União (CGU) destacou que, embora a medição da corrupção não possa ser convivida apenas pela percepção, o compromisso do governo em aumentar a transparência e fortalecer o controle é fundamental para promover um ambiente livre de corrupção. O aumento da visibilidade dessas práticas corruptas pode fazer com que instituições sejam avaliadas de modo incorreto quando realmente estão em um processo de enfrentamento efetivo do problema.

O documento apontou que o governo brasileiro tem se esforçado para identificar irregularidades, como evidenciado pelo Plano de Integridade e Combate à Corrupção (PICC), que abrange mais de 260 ações em diferentes órgãos públicos.

Um caminho a seguir

Em meio a este cenário desafiador, as recomendações se estendem também ao Judiciário, sugerindo a criação de um Código de Conduta para Tribunais Superiores, além de garantir que as decisões sobre casos de corrupção sejam realizadas com a máxima transparência. É essencial que todo o sistema de justiça se comprometa a promover um ambiente de integridade e confiança.

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Enquanto isso, o espaço para investigações e ações contra a corrupção deve ser mantido aberto, permitindo que os cidadãos percebam que suas preocupações com a corrupção são ouvidas e tratadas. O fortalecimento da transparência em todos os níveis de governança é um passo necessário para reconstruir a confiança da população nas instituições.

Com o cenário político e institucional tão carregado, a urgência em reverter a situação do Brasil no Índice de Corrupção não pode ser ignorada. A atuação das instituições deve ser mais coordenada e estratégica para garantir que o país se mova em direção a uma nova era de responsabilidade e ética na administração pública. Saiba mais sobre como a corrupção impacta nosso cotidiano e quais medidas podem ser adotadas.

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